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In Jesus.com we… ‘trust’

Em depoimento no Conselho de Ética da Câmara nesta quinta-feira, o presidente afastado da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), martelou, diversas vezes, uma palavra pouco familiar para grande parte dos brasileiros: trust. Em dado momento, chegou a afirmar que não há prova alguma de que ele seja o trustee do trust. Traduzindo: afirmou que não há evidências de que é controlador de quaisquer negócios administrados por terceiros lá fora. Segundo a última edição do Dicionário de termos e negócios (Editora Saraiva), o sentido legal de trust refere-se à “fidúcia”, “guarda”, “custódia” de bens ou valores de terceiros, os contratantes. Cunha reconhece apenas estar ligado a um trust ao qual não tem titularidade e tampouco pode movimentar ou dispor de bens. Em países estrangeiros – hipótese em que o enrosco de Cunha, acusado de ter contas na Suíça, se encaixa -, o trust é usado, entre outras razões, para diversificar risco, protegendo o patrimônio de circustâncias inesperadas no país de origem do investidor. No caso do parlamentar, no entanto, a acusação é que ele tenha mantido no exterior milhões de dólares oriundos de propina, como apura a Operação Lava Jato. Outra acusação contra Cunha é a de que tenha registrados oito veículos de luxo no nome de uma de suas empresas, a Jesus.com. Somadas as acusações, a vida de Cunha se complica – e a referência à frase exibida nas notas de dólar (“In God we trust”, ou “em Deus nós confiamos”) se materializa: in Jesus.com we…trust. (Da redação)

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