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FGV: confiança sobe em maio e consumidor nega pessimismo pela primeira vez desde 2013

Segundo a FGV, "houve expressiva melhora das expectativas"; índice de confiança do consumidor subiu 3,5 pontos no mês passado

A confiança do consumidor subiu 3,5 pontos em maio em relação a abril, na série com ajuste sazonal, informou nesta terça-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) fechou o mês em 67,9 pontos. O resultado sucede quedas de 2,7 pontos em abril e de 1,4 ponto em março.

“Embora a alta do ICC somente compense a queda dos dois meses anteriores, houve expressiva melhora das expectativas em maio e, pela primeira vez desde dezembro de 2013, o consumidor não está pessimista em relação à evolução da economia nos meses seguintes”, avalia a economista Viviane Seda, coordenadora da Sondagem, em nota oficial.

“Como o novo governo não teve tempo para mudanças, parece que o desfecho da primeira fase do processo de impeachment alterou positivamente o humor de uma parcela dos consumidores, talvez em função da percepção de redução das incertezas”, acrescentou.

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O resultado de maio foi influenciado principalmente pela percepção em relação ao futuro. O Índice de Expectativas (IE) avançou 5,3 pontos entre abril e maio, na maior alta desde outubro de 2011, para 71,1 pontos. Já o Índice de Situação Atual (ISA) subiu 0,8 ponto no período, para 65,5 pontos.

Na comparação de maio com o mesmo mês do ano passado, o ICC recuou 5,1 pontos. O índice, calculado dentro de uma escala de pontuação de até 200 pontos (quanto mais próximo de 200, maior o nível de confiança do consumidor), tem média histórica, que considera os últimos cinco anos, em 100 pontos.

Segundo a FGV, o levantamento abrange amostra de mais de 2,1 mil domicílios em sete capitais, com entrevistas entre os dias 2 e 19 deste mês.

(Com Estadão Conteúdo)

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