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‘Está errado’, diz Bolsonaro sobre aditivo em auditoria do BNDES

Contrato foi reajustado na gestão atual do banco; presidente afirmou que não irá 'passar a mão na cabeça de ninguém'

Por Agência O Globo - 28 jan 2020, 10h01

BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feria que um aditivo feito em seu governo em uma auditoria no BNDES foi “errado”. Bolsonaro disse que o último aditivo seria de R$ 2 milhões, ressaltando que não tinha certeza do valor. Na realidade, foram cerca de US$ 3,1 milhões.

— Informações que eu tenho até o momento. Essa auditoria começou no governo Temer, e tiveram dois aditivos. O último aditivo, parece, não tenho certeza, seria na ordem de 2 milhões de reais. Chegou a 48 (milhões) no final. Está errado, está errado

— disse Bolsonaro, ao chegar no Palácio da Alvorada.

A auditoria tinha como objetivo investigar operações do banco com o grupo J&F, controlador da JBS. Ao fim de quase dois anos de investigação, no entanto, não foram encontradas evidências de irregularidade.

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Segundo ata do Conselho de Administração do BNDES, quando o contrato foi acertado, em 2018, no governo de Michel Temer, o valor era de US$ 6 milhões. Em novembro de 2018, o valor do contrato foi reajustado, totalizando US$ 7,3 milhões.
Em julho de 2019, já na gestão do atual presidente do BNDES, Gustavo Montezano, um novo aumento foi aprovado pelo conselho, com um aditivo de US$ 3.182.371. No fim, a investigação, sozinha, custou R$ 48 milhões, equivalente a cerca de US$ 11 milhões.

Segundo, há o indiciativo de que alguém quis “raspar o tacho”. Ele classificou Gustavo Montezano como “bem intencionado”, mas disse que não irá “passar a mão na cabeça de ninguém”:

— Parece, parece, que alguém quis raspar o tacho. Parece — disse, acrescentando depois: — O presidente do BNDES é um jovem, bem intencionado. Ele que passou as informações. A ordem é não passar a mão na cabeça de ninguém. Expõe logo o negócio e resolve.

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