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Dólar termina abaixo de R$ 3,95 pela primeira vez em três semanas e já acumula baixas em 2016

Queda de 1,56%, a R$ 3,94, foi puxada por expectativas de novos estímulos na China, alta dos preços do petróleo e indicadores favoráveis nos EUA

O dólar fechou em queda nesta terça-feira e encerrou uma sessão abaixo de 3,95 reais pela primeira vez em quase três semanas. A moeda reagiu a expectativas de novos estímulos na China, à alta dos preços do petróleo e a uma série de indicadores favoráveis nos Estados Unidos.

A divisa terminou em baixa 1,56%, a 3,94 reais, menor nível de fechamento desde 10 de fevereiro, quando encerrou o dia a 3,93 reais. Com isso, o dólar anulou a alta acumulada no ano até esta segunda-feira e passou a registrar baixa de 0,17% em 2016.

“O mercado já estava em um embalo positivo desde de manhã e os dados dos EUA deram mais combustível para esse movimento”, disse o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.

No início da tarde, os Estados Unidos informaram que seu setor industrial contraiu-se em fevereiro, mas em ritmo mais lento do que no mês anterior. Além disso, os gastos com construção no país saltaram em janeiro ao nível mais alto desde 2007.

Operadores do mercado de câmbio afirmaram que os números foram fortes o suficiente para alimentar a demanda por ativos de risco, mas não para motivar aumentos de juros do Federal Reserve, o banco central americano, tão cedo. “Foi o tom ideal: nem forte demais, nem fraco demais”, resumiu o operador de uma corretora internacional.

A melhora nos mercados externos já vinha desde a véspera, quando o banco central da China cortou as taxas de compulsório para tentar aquecer a economia. O movimento se sobrepôs até à rodada de números fracos sobre a segunda maior economia do mundo, que alguns operadores afirmaram verem como um motivo para o país adotar ainda mais estímulos.

“O otimismo com a China continua ajudando moedas emergentes hoje (terça), mesmo depois de alguns dados fracos”, disse o operador da corretora Correparti Ricardo Gomes da Silva.

Os mercados brasileiros têm apresentado bastante volatilidade em meio ao quadro político incerto e às investigações de corrupção no país. O alívio recente nas cotações da moeda americana vem após a divisa atingir sua máxima histórica de fechamento, a 4,16 reais, em janeiro.

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(Com Reuters)

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