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Dólar sobe a R$ 4,18 nesta sexta; Bolsa recua a 118 mil pontos

Investidores estão receosos em relação ao coronavírus; dólar sobe seguindo exterior

Por Agência O Globo - 24 jan 2020, 15h01

RIO e SÃO PAULO — O dólar comercial reverteu a queda da véspera e sobe 0,34% nesta sexta-feira, valendo R$ 4,18. Na Bolsa, o Ibovespa (principal índice de ações da B3) perdeu o patamar dos 119.253 pontos. O índice cai 0,87% aos 118.490 pontos. Os investidores fazem um movimento de realização de lucros e seguem em cautela com o crescimento de casos do coronavírus na China. Embora a organização Mundial de Saúde (OMS) tenha divulgado que não há situação de emergência internacional, os Estados Unidos divulgaram que foi detectado um segundo caso da doença no país.

No caso do dólar, a divisa segue comportamento de valorização também visto no exterior. Os investidores também acompanham declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em evento em São Paulo, que disse que a instituição está “confortável” com a inflação com base nos cenários do banco, acrescentando que o choque do aumento do preço da carne no fim do ano passado vai se dissipar mais rápido depois de ter vindo também mais rápido. Mesmo assim, Campos Neto afirmou que uma inflação de 3,5% em 2020 – projetada no mercado de juros – não incomoda, “mas também não quer dizer que não estamos mirando a meta”.

“Nos guiamos por inflation target (meta de inflação). Nunca passamos mensagem sobre mudança de mandato em nenhuma hipótese”, afirmou em evento promovido pela XP Investimentos.

Na prática, o mercado entendeu que o BC não será lenitente com a inflação.

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Internamente, as atenções ficam voltadas para o resultado da criação de vagas formais em 2019. No ano passado, o país criou 664 mil postos de emprego com carteira assinada. Na comparação com 2018, foram 115 mil postos de trabalho gerados a mais no país, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Já no exterior, o posicionamento do governo chinÊs de que está combatendo o coronavírus pesou mais do que as tensões sobre os riscos da doença.

“O mundo segue em alerta, mas os investidores americanos se apegaram às evidências da Organização Mundial de Saúde (OMS) de que não há transmissão do vírus por contato humano fora da China e de que ainda não é preciso declarar estado de emergência. Apesar da advertência da OMS de que a situação é grave, e que que a classificação da infecção pode ser elevada para o nível de epidemia, o mercado preferiu apostar na eficácia do controle chinês”, escreveram os analistas da Levante Investimentos.

Por conta do Ano Novo Lunar (cujas celebrações começam a partir deste fim de semana), as Bolsas chinesas não operaram nesta sexta. Mas no Japão, o Nikkei fechou com alta de 0,13%.

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