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Dólar sobe 1,33% e volta a encostar em R$3,70

Alta foi puxada por incertezas sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff; mau humor externo também pesou

O dólar terminou em alta de 1,33% e fechou a 3,69 reais nesta quinta-feira, maior nível de fechamento desde 16 de março (3,7391 reais), com o mercado de olho nos desdobramentos do cenário político brasileiro. Na máxima, atingiu 3,7197. Para atenuar a valorização, o Banco Central (BC) voltou a atuar por meio de swap cambial reverso, que equivale à compra de dólares no mercado futuro.

“O dólar encontrou algum suporte na ação do BC e no cenário externo, mas o ingrediente principal do mercado continua sendo político”, disse o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues.

A autoridade monetária também deu continuidade à rolagem dos swaps tradicionais do mês que vem, vendendo a oferta de até 5.500 contratos, que equivalem à venda futura de dólares.

Nos últimos dias, cresceu a percepção de que eventual troca no governo está longe de ser uma certeza. Muitos operadores acreditam que a saída de Dilma poderia atrair capitais para o Brasil.

O noticiário político nesta sessão foi descrito como misto por operadores. Continuou elevada a dúvida sobre a possibilidade do impeachment, mas também repercutiu positivamente notícia de que a empreiteira Andrade Gutierrez fez doações ilegais às campanhas de Dilma em 2010 e 2014.

“A batalha política continua e as atenções dos agentes estão voltadas para os novos desdobramentos políticos”, escreveram analistas da corretora Guide Investimentos em nota a clientes.

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Exterior – A moeda americana também foi sustentada pelo mau humor nos mercados externos, onde também subia mais de 1% em relação a moedas como os pesos chileno e mexicano.

Predominou no exterior a aversão a risco diante de preocupações com a fraqueza econômica global e do tombo dos preços do petróleo. Três autoridades do Banco Central Europeu (BCE), incluindo o presidente Mario Draghi, reforçaram a preocupação com o cenário global, dizendo que o banco está disposto a afrouxar mais a política monetária.

(Com Reuters)

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