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Dólar recua e fecha aos R$ 3,87 com mercado externo positivo

Ibovespa sobe 0,67%, impulsionado por clima pacífico entre o Congresso e o governo federal

Por Clara Valdiviezo - 1 abr 2019, 18h26

Influenciado por um cenário externo positivo, o dólar iniciou esta semana em queda. A moeda americana caiu 0,99% nesta segunda-feira, 1º, sendo negociada, em média, a 3,87 reais em seu valor de venda.

O mercado global está com apetite de risco maior, graças a indicadores chineses de produção industrial aliviarem temores sobre uma desaceleração no crescimento global, segundo Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Nova Futura Investimentos. 

A pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI) do Caixin/Markit registrou a marca de 50,8 pontos, número que indica o retorno do crescimento industrial da China e supera os 50 pontos esperados. O dado acalma os investidores que temiam uma recessão da economia global, de acordo com Silveira.

No cenário interno brasileiro, os investidores aguardam novos desdobramentos da reforma da Previdência. Deve acontecer nesta quarta-feira, 3, a visita do ministro da Economia, Paulo Guedes, à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.  O andamento da tramitação da proposta da reforma da Previdência e esforços do governo para que ela seja aprovada fazem com que o mercado internacional aposte no progresso da economia brasileira.

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O ambiente calmo em relação às novas leis da aposentadoria permitiu que a moeda americana sofresse correção em seu valor elevado da semana passada, segundo o economista Silveira. Um atrito entre Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, fez a moeda bater nos 4 reais durantes as negociações.

Mercado acionário

Nesta segunda-feira, o Ibovespa deu um salto na abertura do pregão, impulsionado pelos resultados da economia chinesa.  A notícia, aliada à calmaria entre o Congresso e o governo, levou o índice à alta de 0,67%, para 96.054,45 pontos.  

O clima pacífico brasileiro permite que os investidores acreditem que as rixas entre o Executivo e o Legislativo tenham acabado, segundo a sócia-diretora da FB Wealth, Daniela Casabona.

A alta só não foi maior devido a pedido da Procuradoria para que o ex-presidente Michel Temer volte a ser preso. “A prisão pode afetar a reforma da Previdência”, diz Casabona.

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