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'Coração partido', diz brasileira que doou R$ 44 milhões para a Notre-Dame

Bilionária e filantropa, Lily Safra afirmou que tem 'relação especial' com a França e seus locais históricos

A bilionária brasileira Lily Safra foi responsável, sozinha, por uma doação de 10 milhões de euros (cerca de 44 milhões de reais) para a reconstrução da Catedral de Notre-Dame, na França, parcialmente destruída por um incêndio na segunda-feira 15. A informação foi confirmada a VEJA pela Fundação Filantrópica Edmond J Safra, presidida por Lily.

“Nossos corações estão partidos pelo dano causado à Catedral de Notre-Dame, símbolo universal da herança de fé e de grandeza da França. Meu marido Edmond e eu sempre sentimos uma relação especial com o país e seus locais históricos, que incorporam sua arte e cultura”, diz a filantropa, em comunicado enviado pela fundação.

A gaúcha está entre as pessoas mais ricas do mundo e é conhecida por suas diversas atividades filantrópicas, no Brasil e no mundo. A socialite foi casada com o banqueiro libanês naturalizado brasileiro Edmond Safra até a morte dele, em 1999. Segundo a revista Forbes, a fortuna de Lily atualmente é estimada em 1,3 bilhão de dólares (5 bilhões de reais).

De acordo com o jornal francês Le Monde, a doação de Lily é uma das mais altas feitas à reconstrução da igreja em Paris. Para se ter uma ideia, o valor é maior do que o enviado pelo Grupo Disney (39 milhões de reais), que produziu a animação O Corcunda de Notre-Dame (1996).

História

Edmond foi o último dos quatro maridos que Lily teve em sua vida. Os dois se casaram em 1976, quando ela já tinha imensa fortuna. De nacionalidade libanesa, ele herdou e alavancou empreendimentos no setor bancário, iniciados por seu pai, Jacob. A família morou no Brasil, onde fundaram o Banco Safra S.A, hoje controlado pelo irmão de Edmond, Joseph, o brasileiro mais rico do mundo, segundo a Forbes.

Antes dele, Lily foi casada com o executivo argentino Mario Cohen, em 1951; em seguida, com o magnata Fred Monteverde, na época dono da rede Ponto Frio, empresa que ela herdou após o suicídio do empresário, em 1969; e quatro anos depois, Samuel Bendahan, com quem teve um relacionamento conturbado que durou apenas um ano.

Filantropia

Discreta, Lily também é muito conhecida por seus atos filantrópicos. Na própria declaração de doação à Catedral de Notre-Dame, ela cita que a fundação “sempre deu suporte para importantes instituições religiosas, de educação, cultura, medicina na França, por muitos anos.”

Entre suas principais áreas de atuação, está a pesquisa em doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson, esta última portada por Edmond Safra.

No Brasil, ela apoia projetos sociais como um instituto de pesquisa em neuroengenharia no Rio Grande do Norte e outro de tratamento de esgoto, na Bahia. Lily também possui ações semelhantes em países como Israel e EUA. Além disso, a brasileira é conhecida por seu grande acervo de obras de arte.

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Comentários

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  1. João Castro

    Deixem a velhinha em paz. Ela tem o direito de dar para quem ela quiser!

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  2. Marcos Santos

    A matéria mesmo confirma que a filantropa dia para várias causas, no Brasil e no mundo, mas ainda há quem ache pouco e quer direcionar para onde ela deve voltar sua solidariedade. Aposto que esses mesmos nunca doaram nada a ninguém, e não falo aqui só de dinheiro. Brumadinho foi um desastre horrível mas fruto da irresponsabilidade de muitos. Se for pra doar pra todos os problemas do mundo não precisaremos mais de políticos e nem recolhimento de impostos!

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