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Cintra diz que desoneração da folha é um dos primeiros itens na pauta

Secretário especial da Receita Federal também falou em reformulação no Imposto de Renda, mas disse que não é a prioridade no momento

O secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, afirmou nesta quinta-feira, 10, que a desoneração da folha de pagamento é um dos primeiros itens na pauta do governo, descartou o aumento de impostos e apontou para reformulação no Imposto de Renda.

De acordo com ele, “a incidência de forma muito pesada de tributos sobre a folha de salários é uma preocupação que se coloca como um dos primeiros itens na nossa pauta. Estamos trabalhando muito nisso, como desonerar a folha de salários, como diminuir os encargos trabalhistas e fazer com que a economia brasileira gere empregos”, afirmou Cintra ao chegar ao Tribunal de Contas da União (TCU) para reunião com o ministro Augusto Nardes.

Sobre a reformulação do Imposto de Renda, Cintra explicou que ela está na pauta do governo, mas que a prioridade imediata é trabalhar na reforma previdenciária, o que lhe dá tempo para desenvolver um projeto tributário “como um todo”.

“A desoneração da folha de salários aconteceu… muito em cima de demandas específicas, de negociações muito setoriais. O que nós estamos trabalhando é na desoneração da folha de maneira universal, sistêmica”, completou ele, explicando que estão sendo feitas simulações sobre os impactos disso na economia.

Cintra enfatizou ainda que a orientação do presidente Jair Bolsonaro é no sentido de uma racionalização e redução da carga tributária, afirmando que um tributo nos moldes da CPMF vai contra isso e que não seria usado como uma forma de compensar a arrecadação com a desoneração.

“CPMF é um tributo que tem uma característica que nós evitamos. CPMF é a antítese de tudo aquilo que nós desejamos”, disse. “Há uma gama de alternativas que precisam ser comparadas, o que você perde reduzindo uma incidência direta sobre folha e que tipo de tributo outro poderá substituir essa mesma arrecadação”, explicou.

(Com Reuters)

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