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Carlos Ghosn diz que foi falsamente acusado e agiu com aval da Nissan

Na audiência, o juiz Yuichi Tada leu as acusações e disse que o executivo está preso por causa do risco de fuga e ocultação de provas

Por Da redação - 8 jan 2019, 09h37

O executivo Carlos Ghosn, presidente da Renault e ex-chefe da Nissan, disse nesta terça-feira, 8, que foi “falsamente acusado e injustamente detido” em sua primeira aparição pública após sua prisão em Tóquio, no Japão, em 19 de novembro do ano passado.

Promotores japoneses o denunciaram por sonegar ganhos de 44,6 milhões de dólares (cerca de 168 milhões de reais) em rendimentos e de ter usado ativos da Nissan em benefício próprio. Ele também é alvo ainda de outra denúncia, por ter causado prejuízo de 16 milhões de dólares à  montadora.

No depoimento, Ghosn rejeitou as acusações feitas e disse que agiu com “honra, legalmente e com o conhecimento e a aprovação dos diretores da Nissan”.

O executivo, de 64 anos, se apresentou em um tribunal de Tóquio algemado, com terno escuro, camisa branca e sem gravata, com calçado plástico e mais magro que o normal, de acordo com o grupo de jornalistas autorizados a acompanhar a audiência.

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Ghosn ainda está aguardando o julgamento, mas a audiência de hoje estava programada apenas para ser informado das acusações contra ele.

“Só tenho amor e gratidão do fundo do coração à Nissan, fiz todos os meus esforços em favor da Nissan e executei as minhas tarefas de forma justa, correta e legalmente”, insistiu.

Na audiência, solicitada pelos advogados de Ghosn para ouvir pessoalmente as alegações, o juiz leu as acusações e disse que estava sendo detido para evitar que deixe o país e oculte provas. “Há elementos suficientes para considerar que o suspeito pode incitar as pessoas envolvidas a encobrir as infrações”, afirmou o juiz Yuichi Tada.

A audiência teve a presença do  embaixador francês no Japão. O embaixador do Líbano e cônsul brasileiro também estavam presentes, de acordo com a rede de televisão NHK.

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(Com AFP e EFE)

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