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Caixa volta atrás em restrições e anuncia estímulo ao crédito imobiliário

Medidas incluem aumento de 50% para 70% da cota do financiamento para compra de imóveis usados e reabertura da oferta de empréstimos para aquisição do segundo imóvel

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta terça-feira medidas de estímulo ao crédito imobiliário, em um movimento que faz o banco voltar atrás em restrições adotadas no ano passado. A instituição vai elevar de 50% para 70% a cota do financiamento para aquisição de imóveis usados – em maio de 2015, essa fatia havia sido reduzida de 80% para 50% – e reabrir a oferta de empréstimos para compra do segundo imóvel.

“Essas medidas têm duplo impacto, uma vez que viabilizam o acesso à moradia para a população e aquecem o segmento da construção civil”, disse a presidente do banco, Miriam Belchior, na entrevista coletiva de apresentação dos resultados de 2015. A Caixa encerrou 2015 com lucro de 7,2 bilhões de reais, montante 0,9% maior que o do ano anterior.

O vice-presidente de Habitação da Caixa, Nelson Antônio de Souza, explicou que a Caixa elevou a cota de financiamento do imóvel usado pelo sistema de financiamento habitacional (SFH) de 50% para 70% para clientes do setor privado e para imóveis de até 750.000 reais. Para o setor público, a cota foi elevada de 60% para 80%.

Os imóveis usados financiados pelo sistema financeiro imobiliário, acima de 750.000 reais, em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, e de 650.000 reais nos demais Estados, passarão a ser financiados em 60%, dos atuais 40%, para o setor privado. Para o setor público, a cota passou de 50% para 70%.

A elevação da oferta de crédito para novos empréstimos utilizará recursos adicionais do FGTS. Dos 22,5 bilhões de reais liberados em fevereiro pelo conselho curador do fundo, 16,1 bilhões de reais, ou 72%, serão destinados à Caixa, informa o banco.

O banco diz que vai aplicar cerca de 7 bilhões de reais na linha pró-cotista. Ela permite a trabalhadores com conta ativa no fundo financiarem 85% do valor de imóveis novos e usados em áreas urbanas de até 750.000 reais pelo prazo máximo de 30 anos, a taxas de juros entre 7,85% e 8,85% ao ano.

A Caixa prevê ainda 2,4 bilhões de reais para financiar a construção de imóveis de até 500.000 reais. O aumento da fatia financiável de imóveis usados para até 80% de seu valor deve, acredita o banco, destravar o mercado imobiliário para os segmentos das classes média e alta, em que o imóvel atual é utilizado como entrada na compra de um novo.

A instituição vai reabrir ainda as operações de financiamento do segundo imóvel com as mesmas condições (taxas de juros e prazos) oferecidas para quem está comprando o primeiro. No ano passado, a Caixa manteve a liderança no crédito imobiliário, com participação de 68%. Os financiamentos somaram 91,1 bilhões de reais, em operações que envolveram 792.000 unidades.

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(Da redação)

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