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Bovespa quebra série de perdas e fecha em alta; dólar cai

Após quatro quedas seguidas, o Ibovespa, principal índice da Bovespa fechou em alta de 0,56%, a 52.552 pontos. O avanço ocorreu na esteira da valorização dos das ações da Petrobras e a recuperação das ações dos bancos, que compensaram a pressão negativa exercida pela Vale.

Notícias corporativas tiveram destaque na sessão, incluindo pedido de indenização contra a Vale, desinvestimento da Petrobras e resultados e expectativas de gigantes como a Gerdau e Ambev. A Gol, que não está no Ibovespa, também chamou atenção, com salto de quase 30% nas ações após proposta de restruturação financeira e expectativas sobre a participação de estrangeiros em empresas aéreas brasileiras.

O cenário externo pesou do lado negativo no pregão paulista, com o petróleo perdendo fôlego na segunda etapa do dia e Wall Street encerrando no vermelho após dados reforçarem preocupações sobre crescimento.

De acordo com o gestor Eduardo Roche, da Canepa Asset Management, o noticiário político local seguiu em segundo plano, com o afastamento da presidente Dilma Rousseff já no preço e o mercado à espera do anúncio oficial de uma eventual nova equipe de governo.

As ações preferenciais da Petrobras subiram 1,43%, a despeito da volatilidade dos preços do petróleo. A cotação apoiou-se em anúncio da venda de ativos de petróleo e distribuição de combustíveis na Argentina e no Chile pelo valor total de aproximadamente 1,4 bilhão de dólares.

Bradesco e Itaú Unibanco subiram 4,27% e 2,46%, respectivamente, recuperando-se de quatro sessões consecutivas de perdas.

A Vale, por sua vez, encerrou com as preferenciais em queda de 5,34% diante de queda do preço do minério de ferro na China e pedido de indenização bilionária do Ministério Público Federal (MPF) contra a Samarco, suas donas, Vale e BHP Billiton, a União e Estados. O MPF pede reparação de danos pelo rompimento de barragem em Minas Gerais.

Dólar recua – O dólar caiu 0,87%, para 3,54 reais, em movimento de ajuste após a alta de cerca de 4% nas duas sessões anteriores e sem a atuação do Banco Central no mercado de câmbio. O movimento foi o oposto do ocorrido no mercado externo, onde a moeda americana subia em relação a a outras divisas. Esse movimento no exterior ocorreu diante do aumento da aversão ao risco por causa de temores sobre a economia global.

(Com Reuters)

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