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Bolsonaro vai 'bater o martelo' sobre Previdência após voltar de Davos

Principal impasse sobre a Previdência é o tratamento que será dado aos militares na reforma da Previdência - categoria quer regra diferenciada

O presidente Jair Bolsonaro vai “bater o martelo” sobre a proposta de reforma da Previdência a ser enviada ao Congresso quando voltar de Davos, onde participará do Fórum Econômico Mundial. A informação foi dada nesta terça-feira pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Antes de embarcar para a cidade suíça, Bolsonaro vai assistir a uma apresentação feita pela equipe econômica sobre a reforma.

Segundo Onyx, somente quando voltar da Europa é que Bolsonaro vai definir a proposta será enviada pelo governo ao Congresso. O encontro acontece entre os dias 22 e 25 de janeiro.

O principal impasse sobre a Previdência é o tratamento que será dado aos militares na reforma. A categoria defende um regime diferenciado e argumenta que a carreira possui peculiaridades diferentes dos trabalhadores da iniciativa privada e servidores.

Outra dúvida diz respeito ao tempo de transição até atingir a nova idade mínima para a aposentadoria. Pela proposta enviada por Michel Temer, homens precisariam ter 65 anos e mulheres 62 anos para se aposentarem.

Comitiva

O ministro disse ainda que a comitiva que vai acompanhar Bolsonaro em Davos é pequena, sendo composta pelo chanceler Ernesto Araújo e os ministros Paulo Guedes (Economia), Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional).

No começo da semana, Bolsonaro postou no Twitter que a viagem a Davos ajudaria nas relações comerciais do Brasil. “Estou confiante e feliz com essa grande oportunidade de apresentar a líderes do mundo todo um Brasil diferente, livre das amarras ideológicas e corrupção generalizada”, escreveu.

(Com Reuters)

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