Clique e assine com 88% de desconto

BC afirma que economia 'ganhou tração' e deve ter crescimento gradual

Em ata, Comitê de Política Monetária mostra cautela para mais reduções na taxa de juros e diz que decisão depende da 'evolução da atividade econômica'

Por Larissa Quintino - 17 dez 2019, 09h32

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, afirmou que a economia brasileira “ganhou tração” a partir do segundo semestre deste ano em relação ao começo de 2019 e que o movimento de recuperação deve seguir em ritmo gradual. A avaliação está na ata do comitê, divulgada nesta terça-feira, 17. Na reunião ocorrida nos dias 10 e 11, houve corte de 0,5 ponto porcentual na Selic, a taxa básica de juros na economia. A taxa chegou a 4,5%, menor patamar da história.

“Os trimestres seguintes devem apresentar alguma aceleração, que deve ser reforçada pelos estímulos decorrentes da liberação de recursos do FGTS e PIS-Pasep – com impacto mais concentrado no último trimestre de 2019. O cenário básico do Copom supõe que o ritmo de crescimento subjacente da economia, que exclui os efeitos de estímulos temporários, será gradual”, afirma o comitê em nota.

A expectativa do mercado financeiro neste ano é de que o país cresça 1,12% e que em 2020 registre Produto Interno Bruto (PIB) de 2,25%, mostrando a recuperação gradual da economia. Os dados são do Boletim Focus, divulgados na última segunda-feira.

O Copom salientou que, porém, a economia continua operando com “alto nível de ociosidade dos fatores de produção, refletido nos baixos índices das medidas tradicionais de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego”.

Continua após a publicidade

Diferente das reuniões anteriores, a ata do Copom não traz indicações sobre os próximos passos para a definição da Selic.  A próxima reunião do colegiado é nos dias 4 e 5 de fevereiro. “O Copom entende que o atual estágio do ciclo econômico recomenda cautela na condução da política monetária. O Comitê enfatiza que seus próximos passos continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação”, informou o BC.

Publicidade