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BB poupará 'joias da coroa' da venda de ativos, diz novo presidente

Segundo Rubem Novaes, o setor de atacado não traz a mesma rentabilidade que o de varejo para a instituição

Por Redação - 7 jan 2019, 17h52

O novo presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, disse hoje que a instituição venderá alguns ativos. O plano de desinvestimento deve poupar o que Novaes classificou de ‘joias da coroa’ do BB. Fazem parte da listas de áreas que devem ser preservadas: as de administração de fundos, meios de pagamento, seguridade, crédito a famílias e a pequenas e médias empresas.

Segundo ele, esses setores são rentáveis. “Já o grande atacado não tem o mesmo retorno que o varejo”, afirmou, sem especificar quais áreas seriam deficitárias.

Novaes disse que os setores a serem preservados são aqueles que têm sinergia com a atividade principal do banco. O novo presidente não deu mais detalhes sobre as operações de venda ou parceria, porque o BB é uma companhia listada na bolsa de valores.

Ele também afirmou que uma das metas da sua gestão é fazer com que a rentabilidade do BB seja inclusive maior que a dos concorrentes privados. “O objetivo é maximizar o ganho. E, como a União recebe dividendos e impostos, ela será duplamente beneficiada”, projetou.

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Segundo Novaes, ainda não há uma decisão do banco sobre a devolução para o Tesouro Nacional de cerca de 8,1 bilhões de reais em Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida (IHCD). Ele lembrou que esse capital pode ser necessário para que o BB cumpra os requisitos de patrimônio exigidos pelo Acordo de Basileia.

“Essa questão precisa ser olhada. Não tive tempo de verificar se o banco possui uma folga (de capital) nessa questão. Não há dúvida de que essa devolução seria vantajosa para a União, mas isso só vai acontecer se não comprometer a capacidade do banco”, completou.

(Com Estadão Conteúdo)

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