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Salvador ganha novo Centro de Convenções

Equipamento vai impulsionar turismo de negócios e eventos na capital baiana

Por Agência O Globo - 27 jan 2020, 16h01

Quando o Centro de Convenções da Bahia encerrou as atividades, em 2014, levou consigo parte importante da economia de Salvador. Desde então, a cidade perdeu posições como destino turístico de congressos e negócios no Brasil. Chegou a ser o terceiro maior destino para esse público, mas despencou para o nono. Dois bilhões de prejuízos depois, a capital baiana está pronta para retomar seu lugar entre os destinos mais procurados para feiras, congressos, eventos e exposições. No último dia 23, convidados e autoridades conheceram o novo Centro de Convenções Antonio Carlos Magalhães.

Instalado na orla da Boca do Rio, o local tem capacidade para receber 14 mil pessoas simultaneamente em congressos e feiras, ou 20 mil em shows nas áreas externas e internas. Espaços moduláveis podem ser adaptados de acordo com as necessidades dos clientes – que contam com um restaurante de 334 metros quadrados e uma cobertura para eventos com a mesma área, além de estacionamento com capacidade para 1.460 veículos.

Resultado: 20 eventos já estão agendados para 2020, começando pela  convenção Nacional da Polishop, em março, que deverá reunir 4 mil pessoas, e incluindo a Bienal do Livro.

“Temos uma cidade muito badalada no verão, mas no restante do ano perdemos com a falta de um centro de convenções. A prefeitura assumiu o protagonismo e construiu essa obra em tempo recorde de 15 meses”, afirma o prefeito da cidade, Antonio Carlos Magalhães Neto. “Com o novo Centro de Convenções, será verão o ano inteiro em Salvador.”

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RECUPERAÇÃO

A prefeitura, que assumiu a missão de construir um novo espaço de eventos para a cidade com investimento de R$ 130 milhões (recursos próprios), estima que o equipamento possa sediar, com a maturação do negócio, até 100 eventos por ano,sejam pequenos, médios ou grandes, atraindo, inclusive, milhares de turistas. É mais dinheiro para a economia local – atualmente o turismo representa 20% do Produto Interno Bruto (PIB) da capital.

Em termos nacionais, o turismo de negócios é o terceiro principal motivo de visita de estrangeiros ao Brasil – e esse turista gasta três vezes mais que o de lazer. Além disso, quem viaja a trabalho para uma cidade como Salvador espera ter tempo para passear – segundo a Expedia Media Solutions, pelo menos 43% de todas as viagens de negócios são estendidas por razões de lazer pessoal.

Considerando todos esses números, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo estima que o espaço deve gerar uma movimentação financeira de até R$ 500 milhões por ano, em 50 setores da economia. A seção baiana da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis estima que o crescimento no setor hoteleiro, a partir da maturação do equipamento, chegará a 22%.

A GL Events, concessionária que irá administrar o centro pelos próximos 25 anos, calcula que eventos de maior porte poderão gerar até mil empregos temporários. “O Centro de Convenções já é um sucesso. Antes mesmo da decoração, já estávamos negociando 130 eventos para os próximos três anos”, afirma Damien Timperio, CEO da GL Events para o Brasil. Desde o fechamento do antigo espaço, a cidade só dispunha de locais com auditórios para receber, no máximo, 1.800 pessoas. O

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baque foi tão grande que hotéis tradicionais, como o Othon Palace Hotel, fecharam as portas. Esse cenário deverá ser revertido graças à impulsão trazida pelo novo Centro de Convenções.

REPERCUSSÃO

A inauguração do espaço foi marcada por um jantar e um coquetel, seguidos de um show da cantora Maria Bethânia. Estiveram presentes o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, e o governador de Tocantins, Mauro Carlese, além de senadores, deputados, prefeitos de outras cidades baianas e ex-prefeitos de Salvador.

Na ocasião, também foi inaugurado um busto do ex-senador e ex-governador Antônio Carlos Magalhães – a obra, de 30 quilos e 70 centímetros de altura, é de autoria de Nanci Novais, artista e diretora da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia.

A fundação do Centro de Convenções de Salvador gerou uma onda de reações positivas no setor. “Salvador tem toda uma aura de alto nível que agrega a quem vai captar eventos”, declarou, por exemplo, o presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBAH), Alexandre Sampaio. “A capital contará com um equipamento de última geração que potencializará o turismo de eventos e proporcionará resultados econômicos para o município e toda sua cadeia produtiva.”

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“Um centro de eventos é o regulador da ocupação turística de uma cidade. É ele que forma uma agenda anual e deixa de depender da sazonalidade”, afirma Avanir Duran, presidente da Câmara Empresarial de Turismo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia.

Para Magda Nassar, presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), “um espaço de convenções de eventos e feiras é sempre muito bem-vindo. O Brasil tem uma carência natural desses empreendimentos, principalmente nas capitais. O de Salvador terá um impacto extremamente positivo para a realização de eventos de maior porte e com mais qualidade”. 

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