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PMs que atuaram no Morro São João tiveram armas recolhidas

A Polícia Civil ainda não sabe se o disparo partiu da arma dos policiais militares ou de traficantes

Por Agência O Globo - Atualizado em 19 mar 2020, 17h11 - Publicado em 28 jan 2020, 16h01

RIO — Os Policiais Militares que atuaram na operação no Morro São João, onde um menino de 5 anos foi atingido por uma bala perdida na cabeça, na noite desta segunda-feira, tiveram as armas recolhidas para perícia. O delegado Alan Luxardo, titular da 25ª DP (Engenho Novo), disse que está ouvindo várias pessoas que estavam no local no momento em que a criança foi baleada. Segundo o policial, o momento ainda “é prematuro para um posicionamento”.

Para a Polícia Civil, por ora, não é possível dizer de onde partiu o disparo que acertou o menino. Ou seja, não se sabe se o disparo partiu da arma dos policiais militares ou de traficantes. Pelo menos quatro PMs já foram ouvidos e tiveram suas armas apreendidas.

— Ainda é muito prematuro para um posicionamento. Pessoas estão sendo ouvidas (ao longo do dia) — disse.

Luxardo afirmou que mandou recolher todas as armas dos agentes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) São João – que disseram ter sido atacados por suspeitos –  para um confronto balístico feito pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE).

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Leia: ‘Nossa esperança é Deus’, diz tio de menino atingido por bala perdida no Morro São João

Todos os PMs envolvidos na ação prestaram esclarecimentos ainda na noite de segunda-feira.

— Já foi feito (o recolhimento das armas dos militares). Só não temos ainda um projétil (que ainda está alojado na cabeça da criança) — salientou Luxardo.

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De acordo com a direção do Getúlio Vargas, não há previsão para uma nova cirurgia que possa possibilitar a retirada da bala que está alojada na cabeça do menino.

Investigadores da 25ª DP estiveram no Hospital Getúlio Vargas para intimar o pai a prestar esclarecimentos. Como o segurança está muito abalado,  ficou decidido que ele prestará depoimento durante a semana, quando estiver em condições.

No final da tarde desta terça, a assessoria de imprensa da PMERJ voltou a afirmar e garantiu que uma equipe da UPP São João foi atacada por criminosos quando fazia um patrulhamento na comunidade. A família do menor nega a informação.

A PM foi questionada sobre qual foi a localidade do ataque, o momento e como foi o confronto. A reportagem também quis saber que horas os agentes ficaram sabendo que a criança e o pai foram baleados, e se eles procuraram as vítimas. A corporação também foi questionada sobre o recolhimento das armas e se os PMs que estavam na ação continuarão trabalhando nas ruas.

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A Assessoria de Imprensa não respondeu as indagações e voltou a encaminhar o mesmo e-mail de mais cedo. Leia a nota na íntegra:

“A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que, na noite de segunda-feira (27/01), equipes da UPP São João em deslocamento pela comunidade Morro São João, na Zona Norte da cidade do Rio, foram atacadas a tiros por criminosos. Os policiais reagiram e ocorreu confronto no local. Posteriormente, a equipe policial foi informada que duas pessoas feridas, sendo uma criança, foram socorridas para hospital da região. O fato foi constatado na unidade de saúde. Ocorrência encaminhada para a 25ª DP.”

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