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PDT inicia processo de expulsão de deputados que votaram pelo impeachment

Decisão foi tomada hoje pela cúpula do partido e segue ao conselho de ética da legenda

O PDT iniciou hoje o processo de expulsão dos seis deputados que contrariaram a orientação do partido e votaram pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. A decisão foi tomada em reunião da comissão permanente da sigla, na manhã desta segunda-feira em Brasília. Da bancada de 19 deputados, Mário Heringer (MG), Sergio Vidigal (ES), Giovani Cherini (RS), Flávia Morais (GO), Subtenente Gonzaga (MG) e Hissa Abrahão (AM) optaram pelo “sim” à admissibilidade do processo contra a petista, que foi aprovado ontem na Câmara e agora segue para o Senado.

A Comissão de Ética do partido encaminhará os processos de expulsão “garantindo a todos o amplo direito de defesa” e produzirá um parecer a ser submetido ao Diretório Nacional da legenda no Rio de Janeiro, no dia 30 de maio, quando as expulsões podem ser consumadas. Nos dias que antecederam a votação na Câmara, o líder do PDT na Câmara, Weverton Rocha (MA), admitia apenas as defecções de Giovani Cherini e Flávia Morais.

De acordo com definição da cúpula do partido dirigido pelo ex-ministro Carlos Lupi, haverá intervenção em diretórios estaduais em que os pedetistas infiéis são dirigentes. É o caso de Espírito Santo, cuja ala do PDT é comandada por Sergio Vidigal, e de Goiás, dirigida por George Morais, marido de Flávia Morais. Também serão destituídas as comissões provisórias da legenda em Minas Gerais, comandada por Mário Heringer, e a do Amazonas, presidida por Hissa Abrahão.

O PDT se manifestou contra o impeachment de Dilma Rousseff em três ocasiões, a primeira em dezembro, quando a decisão foi tomada, depois em meados de janeiro, e a última vez na sexta-feira passada, quando a sigla fechou questão na votação do impedimento da presidente na Câmara, o que implicaria punições em caso de descumprimento da orientação.

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