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Parada LGBT em São Paulo tem protesto contra Temer

Com frases de protesto e cartazes, ativistas da causa LGBT se manifestaram neste domingo contra o governo interino de Michel Temer (PMDB), o presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a senadora ex-petista Marta Suplicy (PMDB-RJ) e a bancada evangélica do Congresso, na 20ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. O ato ocorreu na Avenida Paulista, na região central, com início às 10h.

Empunhando um cartaz com a inscrição “Fora Temer”, a ativista Phamela Godoy citou o fim do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos como um recuo da causa LGBT no novo governo. Conhecida por encenar uma crucificação na Avenida Paulista em 2015, a modelo transexual Viviany Beleboni, de 28 anos, resolveu usar neste ano, na 20ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, uma fantasia de Justiça. Além disso, segurou uma Bíblia, com uma cruz sangrando e a frase “Bancada evangélica: retrocesso”. O carro onde Viviany desfilou expôs uma faixa de “Fora Temer”.

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Neste ano, a edição da Parada teve como principal bandeira a aprovação da Lei de Identidade de Gênero para travestis e transexuais. Um total de 17 trios elétricos foram voltados para o tema. A organização estima que 2 milhões de pessoas participaram do evento.

Para o presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, Fernando Quaresma, transexuais são vítimas de “crimes com requintes de crueldade” e excluídos por não poderem usar oficialmente seus nomes sociais. “Nós queremos dar visibilidade ao segmento ‘T’. Não só em São Paulo, em grandes centros, mas principalmente no interior sofre muito com ‘LGBTfobia’, com o preconceito e a vida à margem da sociedade”, afirmou.

(Com Estadão Conteúdo)

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