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No Rio, Moro faz reunião com o juiz Marcelo Bretas e com o diretor-geral da PF, Maurício Valeixo

Assessoria do ministro da Justiça diz que ele fez uma visita institucional à Justiça Federal

Por Agência O Globo - 28 jan 2020, 13h01

RIO — Em visita ao Rio de Janeiro, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, se reuniu na manhã desta terça-feira com o juiz Marcelo Bretas, na 7ª Vara Federal Criminal, na região portuária da cidade. Acompanhado do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, Moro passou cerca de duas horas com o juiz relator da Lava-Jato no Rio em uma visita institutcional ao magistrado.

Antes do encontro com Bretas, Moro participou da abertura de um seminário promovido pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos em um hotel em Copacabana, na Zona Sul do Rio. No evento, o ministro falou sobre cooperação internacional para combater o crime organizado e a corrupção.

O encontro com Valeixo e Bretas vem após mais um episódio de fritura de Moro pelo presidente Jair Bolsonaro, que na semana passada afirmou, em reunião com secretários estaduais de Segurança Pública, que iria estudar a recriação de um ministério para a área, uma das reivindicações dos secretários. No dia seguinte, Bolsonaro confirmou  que estudava a ideia, mesmo admitindo que Moro “deve ser” contrário à ideia.

Um dia depois, contudo, Bolsonaro recuou e disse que a chance de recriar a pasta era “zero“. O recuo ocorreu após Moro sinalizar que deixaria o governo caso o Ministério da Segurança Pública fosse recriado, o que significaria um enfraquecimento da sua pasta.

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Valeixo, que acompanhou Moro na visita ao juiz Bretas, foi superintendente da Polícia Federal no Paraná no período em que Moro era o juiz que analisava os casos da Lava-Jato. Com a ida dele para o ministério da Justiça, Valeixo foi alçado a posição de diretor-geral.

A permanência de Valeixo — nome de confiança de Moro — também já foi posta em dúvida por Bolsonaro logo no primeiro ano de mandato. No ano passado, o presidente ameaçou tirar Valeixo do comando da PF. A resistência de Moro impediu a troca.

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