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Lewandowski recebe 1º recurso do impeachment questionando número de testemunhas de Dilma

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, responsável por presidir as futuras fases do impeachment no plenário do Senado, recebeu nesta quinta-feira o primeiro recurso questionando a elaboração de provas para embasar o processo de impedimento contra a presidente afastada Dilma Rousseff. A ação, apresentada pelo líder do governo Aloysio Nunes (PSDB-SP), coloca em xeque o direito de a petista apresentar até oito testemunhas por fato usado na denúncia original que envolve crime de responsabilidade. Segundo o tucano, Dilma teria direito a até 16 testemunhas, sendo oito para a acusação de pedaladas fiscais utilizando o Plano Safra e oito para as irregularidades pela edição de decretos para a liberação de créditos extraordinários sem aval do Congresso. Para a defesa de Dilma, porém, o número de testemunhas poderia chegar a 40, já que ela considera que para cada um dos quatro decretos citados pela Câmara dos Deputados seria possível arrolar oito testemunhas. Como o relator no Senado Antonio Anastasia (PSDB-MG) considerou em seu parecer de admissibilidade cinco decretos irregulares, a quantidade de testemunhas chegaria a 48. É essa quantidade de testemunhas que deve agora ser arbitrada pelo ministro Ricardo Lewandowski. (Laryssa Borges, de Brasília)

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