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Janaína Paschoal se exalta ao defender procurador acusado de agredir esposa

A jurista Janaína Paschoal, uma das signatárias do pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, se exaltou nesta quinta-feira na comissão especial do impeachment do Senado ao ser questionada sobre a defesa que faz de um procurador da República acusado de agredir a esposa. Pouco antes da meia-noite, depois de quase cinco horas de exposição, o senador governista Telmário Mota (PDT-RR) questionou se Janaína atuava na defesa de Douglas Kirchner. Foi quando a advogada se alterou e classificou a pergunta do parlamentar como “brincadeira”.

“Não vou falar dos clientes do escritório. Meus clientes são sagrados e não admito brincadeira aqui. São coisas que tem limites. Me xinguem do que quiserem, mas meus clientes são sagrados”, protestou. Na sequência, ela deixou temporariamente o plenário da comissão.

No início do mês, o plenário do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu aplicar pena de demissão ao procurador Kirchner, que é acusado de agredir a esposa entre fevereiro e julho de 2014 e de presenciar a tia da vítima a agredindo e não tomar providências. Alterada, Janaína Paschoal disse que o procurador é vítima de “perseguição” e destacou que Kirchner investigava suspeitas de tráfico de influência do ex-presidente Lula no BNDES e teve o nome citado em um dos grampos em que o petista foi monitorado na Operação Lava Jato.

Diante da pergunta, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) acusou parlamentares governistas de estarem promovendo um “verdadeiro processo de intimidação” contra a autora do pedido de impeachment, transformando-a de acusadora em acusada. “Quem diz o que quer termina ouvindo o que não quer”, rebateu o senador petista José Pimentel (PT-CE). Na sequência, a sessão de debates sobre o processo de impeachment contra a presidente continuou para mais perguntas dos parlamentares.

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