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Chuva forte mata uma pessoa em São Paulo

Vítima morreu após a queda de uma árvore no Lago da Concórdia, na Zona Leste

A forte chuva que atingiu São Paulo na tarde desta segunda-feira fez uma vítima, deixou pelo menos oito feridas, e colocou a cidade em estado de atenção, com alagamentos e queda de 177 árvores – uma delas, no Largo da Concórdia, região central da capital, matou uma mulher e feriu um homem e uma criança. A vítima fatal chegou a ser encaminhada à Santa Casa, mas não sobreviveu aos ferimentos. O acidente ocorreu por volta das 17h30.

A menina de 2 anos atingida também foi levada para o Pronto-Socorro da Santa Casa. Segundo o Corpo de Bombeiros, a criança sofreu intervenção intensa, de mais de uma hora, para recuperar sinais vitais. Às 21 horas, seu quadro era grave. Outro ferido no local foi um homem de 42 anos, socorrido pelos bombeiros, cuja situação clínica não foi divulgada.

No Viaduto do Chá, na região central, a queda de uma estrutura de vidro causou ferimentos leves em duas pessoas. O desabamento de um telhado na Rua Boa Vista, também no Centro, deixou mais dois feridos leves.

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Às 21 horas, cinco horas após a chegada da chuva, o cenário na região das Avenidas Professor Alfonso Bovero e Doutor Arnaldo, na Zona Oeste, era de destruição. Em um raio de 200 metros, cinco árvores estavam no chão. Quase toda a área estava sem luz, com exceção da Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima, que tem gerador. Nem por isso, o padre deixou de sentir o estrago. “O fio de alta tensão queimou e clareou até o quarto onde durmo”, contou José Maria Botelho, de 47 anos.

Os moradores caminhavam com lanternas para conferir danos. “Em 30, 40 segundos, veio um vento muito forte que parecia um tornado. Na hora não dava para enxergar nem um metro adiante”, contou o comerciante Antonio Nunes, de 51 anos. Também houve registros de falta de luz nos bairros de Parelheiros e Grajaú, no extremo Sul.

Pouco adiante, no Sumaré, a marquise da Padaria Real desabou, deixando mais dois feridos leves. Segundo o gerente da Real, João Pereira dos Santos, de 45 anos, a tragédia poderia ter sido maior, se a ventania tivesse acontecido em um dia de maior movimento. “Acho que nem foi nem um minuto e caiu tudo”, diz. Uma banca de jornal na frente da padaria desabou durante o vendaval.

Perto, na Avenida Sumaré, uma árvore caiu sobre a pista na altura do 1.180. Diarista de um apartamento, Maria Eugênia da Silva, de 39 anos, tinha acabado de sair do trabalho. “Foi um susto. A prefeitura deveria cuidar melhor dessas árvores. Toda chuva mais forte acontece isso”, criticou.

Em Perdizes, na Zona Oeste, a farmacêutica Luciana Souza, de 33 anos, chegava em seu apartamento pouco antes das 18 horas quando a rajada de vento começou, acompanhada de chuva. “Tive de subir sete andares de escada porque a luz acabou. Quando cheguei ao apartamento, o quarto e a sala estavam alagados. Tinha deixado as janelas fechadas, mas acho que o vento foi tão forte que abriu frestas, por onde a água entrou. Cheguei a pensar em tornado”. A farmacêutica entrou em contato com a Eletropaulo e foi informada que a energia só seria restabelecida às 6 horas de hoje.

Houve também chuva de granizo em diferentes áreas da capital. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), apesar do vento intenso, as chuvas foram rápidas e não causaram pontos de alagamento na cidade. O CGE registrou doze rajadas de ventos entre a madrugada e a tarde desta segunda-feira, com velocidades variando de 30,5 quilômetros por hora a 57,4 quilômetros por hora. Nessa velocidade final, as rajadas são capazes de derrubar grandes árvores e destelhar casas, de acordo com a Escala Beaufort de classificação de ventos.

O vendaval foi registrado nos Aeroportos de Congonhas (Zona Sul), Campo de Marte (Zona Norte) e Cumbica (Guarulhos), além dos bairros de Santana (Zona Norte), Lapa (Zona Oeste) e Vila Mariana (Zona Sul). “Quando há a aproximação de uma frente fria, os ventos ficam mais fortes por causa das diferenças de pressão e temperatura. Mas percebemos que a ocorrência de rajadas foi maior do que o normal”, afirmou o técnico em meteorologia do CGE Adilson Nazário.

(Com Estadão Conteúdo e Agência Brasil)

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