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Câmara de SP adia votação de projeto que regulariza Uber

Falta de quórum impediu análise da proposta, que pode ficar para depois das eleições

A Câmara Municipal de São Paulo adiou a votação do projeto de lei que regulariza o uso de aplicativos para transporte individual de passageiros, como o Uber. Após três horas e meia de sessão, não houve quórum suficiente para votar o PL 421/2015, de autoria do vereador José Police Neto (PSD). Dessa forma, o aplicativo segue ilegal na capital paulista.

Para que o projeto seguisse para votação no plenário, era necessário maioria absoluta em pelo menos três das cinco comissões (Trânsito e Transportes; Administração Pública; Finanças; Comissão de Constituição e Justiça; e Política Urbana). No entanto, houve maioria em apenas uma. No total, onze vereadores se ausentaram no momento da deliberação, a fim de evitar desgaste político. Visando o cargo de prefeito de São Paulo, o vereador e candidato pelo PSD Andrea Matarazzo foi um deles.

A Câmara deve tentar obter quórum nas comissões na próxima terça-feira. Caso contrário, a votação deve ficar apenas para depois das eleições municipais.

Confusão – Durante toda a quarta-feira, taxistas protestaram contra o Uber em frente à Câmara Municipal. Segundo a Polícia Militar, 3.000 taxistas estavam no local. Membros do grupo lançaram rojões contra a sede do Legislativo de São Paulo e uma funcionária ficou levemente ferida. De acordo com a Câmara, ela estava no sexto andar e sofreu uma leve queimadura no braço, mas não precisou ir à enfermaria.

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