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Após problemas com a água, Cedae vai fazer obra de proteção em Guandu

Estatal diz que o investimento será de R$ 90 milhões e que as mudanças devem acontecer em 720 dias após a contratação de uma empresa

Por Agência O Globo - 28 jan 2020, 13h01

RIO – A Cedae anunciou que vai fazer obras de proteção da captação da Estação de Tratamento de Água do Guandu (ETA Guandu), em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. A medida foi anunciada 25 dias após as primeiras queixas de moradores do Rio de Janeiro e de seis cidades da Baixada Fluminense sobre a água que chega as suas casas com cheiro, sabor e odor diferentes do habitual.

Na conta oficial da estatal no Twitter, um comunicado informa ainda que o investimento será em cerca de R$ 90 milhões e as obras devem ser feitas em até 720 dias após a contratação da empresa.

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“A atual gestão identificou a necessidade urgente da obra, não executada em gestões anteriores, para garantir a segurança operacional da captação da ETA Guandu e do Novo Guandu, em fase de projeto executivo. Avaliação realizada pelo corpo técnico da Companhia constatou que, caso a medida não seja adotada, a implantação do projeto Novo Guandu ficará comprometida, uma vez que a nova estação utilizará o mesmo ponto de captação”, diz a nota da Ceadea na rede social.

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Carvão ativado há seis dias

Desde a última quinta-feira, dia 23, a Cedae está pulverizando a água com carvão ativado visando a eliminar de vez o cheiro e o gosto na água causados pela presença da substância identificada como geosmina, que, há mais de tres semanas, vem causando impacto na vida dos moradores da Região Metropolitana do Rio.

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O carvão ativado tem propriedades que o tornam capaz de reter tanto a geosmina quanto alguns outros compostos orgânicos que possam estar presentes na água do Guandu. Mas só os testes comprovarão a potabilidade desta água. Enquanto isso, os consumidores aguardam até que o uso do material comece a fazer efeito no líquido que sai de suas torneiras.

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Em vistoria em Guandu, em Seropédica, na sexta-feira, químicos do Conselho Regional de Química (CRQ) constataram que a Cedae ainda não sabe qual a quantidade necessária de carvão ativado para neutralizar a presença da geosmina na água. Segundo o presidente do CRQ, Rafael Almada, os químicos da entidade flagraram os funcionários da Cedae ainda na fase de testes do produto. O resultado do primeiro teste com a água, após o uso do carvão ativado, sairá neste sábado.

— A Cedae ainda está tentando descobrir a dosagem correta do carvão ativado. A gente precisa que a Cedae garanta para gente quando essa água tratada na Estação de Tratamento de Água já está saindo sem a geosmina. Por isso pedimos o resultados dessas análises. Se a gente perceber que os índices de geosmina estão caindo ou se ela desapareceu de vez, já será uma melhoria da crise que estamos vivenciando — disse Almada.

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