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Alckmin nomeia investigado da Alba Branca para Arquivo Público

Ex-chefe de gabinete da Secretaria da Educação, Fernando Padula Novaes foi citado como "nosso homem" pelo suposto operador da máfia da merenda; ele nega todas as acusações

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), nomeou para o cargo de coordenador do Arquivo Público de São Paulo Fernando Padula Novaes, ex-chefe de gabinete da Secretaria da Educação do Estado, que está sob investigação da Operação Alba Branca. A ação da Polícia Civil apura um esquema de superfaturamento na venda de alimentos para a merenda escolar infantil. O decreto de nomeação foi publicado no Diário Oficial de São Paulo na quinta-feira da semana passada. Ele assume a vaga deixada por Izaias José de Santana.

O Arquivo Público é responsável pela formulação de políticas públicas de gestão documental para o Governo do Estado e possui um rico acervo formado por quase 35.000 metros quadrados lineares de documentação sobre a história de São Paulo e mais de 400.000 imagens digitalizadas.

Grampos da Alba Branca indicam que Padula era chamado de “nosso homem” por Luiz Roberto dos Santos, o “Moita”, ex-chefe da Casa Civil de Alckmin e operador da organização que fraudava licitações da merenda. Em fevereiro, acolhendo pedido da Procuradoria-Geral de Justiça, o desembargador Sérgio Rui da Fonseca, relator da Alba Branca no Tribunal de Justiça de São Paulo, determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal de Padula.

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Também foram alcançados pela medida o deputado Fernando Capez (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, e Luiz Roberto dos Santos, que, além de ex-chefe de gabinete da Casa Civil, é quadro efetivo da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). O parlamentar negou categoricamente todas as acusações.

Padula já negou ter agido no interesse da organização desmontada pela Alba Branca. No início da operação, quando seu nome foi citado, ele disse que era “um objeto em extinção”, referindo-se à sua honestidade.

Em nota, o governo do Estado de São Paulo informou que Padula “é funcionário de carreira do Estado, com dezessete anos de serviços prestados à administração pública. A Corregedoria Geral da Administração concluiu a primeira etapa da apuração de envolvimento de servidores e não foram comprovados os fatos atribuídos a Padula e constantes das denúncias.”

(Com Estadão Conteúdo)

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