Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Juvenil Pedro Bandeira volta à série que marcou gerações

Qual era a sua intenção ao criar a série Os Karas? Eles são bons porta-vozes para a minha intenção inicial, que era retratar o ser humano no momento em que você deixa de ser criança e começa a se entender como adulto. O jovem percebe que há um mundo lá fora cheio de dificuldades e injustiças e, muitas vezes, adota causas e adere a passeatas sem saber por quê. É quando ele começa a pensar que seu pai, antes seu herói, é na verdade um acomodado, um chato, e vai encontrar refúgio na formação de sua primeira turma. Quis mostrar que se tornar adulto é bom, mas traz muitas responsabilidades.

A série Os Karas foi um sucesso na década de 1980 e 1990 e se tornou clássica na literatura juvenil brasileira. O senhor ainda recebe resposta positiva dos adolescentes de agora? Os meus livros vendem mais hoje do que quando eu os lancei. Recebo e-mails de meninos que nem sonhavam em nascer quando saiu A Droga da Obediência. O Brasil tem mudado muito. Até o fim da ditadura militar, o país nunca tinha olhado para a educação. Só depois da redemocratização houve um esforço para a literatura ser adotada nas escolas. Hoje as crianças leem mais do que seus pais e seus avós. Tenho certeza de que o Ziraldo, a Ruth Rocha e eu criamos leitores por anos, que hoje são adultos responsáveis pelo estabelecimento de um mercado de livros no Brasil. O fenômeno da chick lit brasileira, por exemplo, é resultado disso. Quem está lendo esse tipo de obra se formou leitor com os nossos livros.

Estamos observando um boom da literatura infantojuvenil. Na sua opinião, a que podemos atribuir esse sucesso? O Brasil é um pouco diferente do mundo. A Europa viveu uma revolução alfabetizadora e editorial já no século XVI, coisa que demoramos a ver por aqui. Acho que o boom acontece principalmente no Brasil, porque o mercado está se abrindo para a literatura infantojuvenil.

O que acha de autores juvenis que estão em alta, como Thalita Rebouças e Paula Pimenta? O senhor acompanha os lançamentos do filão? Li alguma coisa, sim. A Thalita é minha amiga, é muito séria, trabalhadora, corajosa. Ela abraçou a ideia de que a literatura não tem pernas e de que você tem que andar por ela pelo país afora. Ela não faz propaganda só dos livros dela, mas sim divulga o ato de ler. Tenho muito orgulho dessas pessoas, que já vêm com uma proposta de literatura diferente da nossa, os veteranos. Não é a que precisa ser dada pela mão da professora, mas aquela independente, escolhida pelos leitores. Nós produzimos mercado, elas estão fazendo a literatura.

Muitos dos seus livros são vendidos para programas do governo. Essa venda ainda é o melhor negócio para autores infantojuvenis brasileiros? Quando eu comecei, meus livros eram vendidos somente para as escolas, você tinha que conquistar a simpatia da professora para que ela adotasse a obra. Se ela gostasse, você vendia quarenta livros de uma só vez, coisa que jamais aconteceria em uma livraria. A venda dos infantojuvenis ainda está atrelada às escolas, sim, mas isso vem mudando nos últimos anos. O exemplo da Thalita Rebouças é bom, pois mostra que os leitores estão comprando o que querem.

Qual era a sua intenção ao criar a série Os Karas? Eles são bons porta-vozes para a minha intenção inicial, que era retratar o ser humano no momento em que você deixa de ser criança e começa a se entender como adulto. O jovem percebe que há um mundo lá fora cheio de dificuldades e injustiças e, muitas vezes, adota causas e adere a passeatas sem saber por quê. É quando ele começa a pensar que seu pai, antes seu herói, é na verdade um acomodado, um chato, e vai encontrar refúgio na formação de sua primeira turma. Quis mostrar que se tornar adulto é bom, mas traz muitas responsabilidades.

A série Os Karas foi um sucesso na década de 1980 e 1990 e se tornou clássica na literatura juvenil brasileira. O senhor ainda recebe resposta positiva dos adolescentes de agora? Os meus livros vendem mais hoje do que quando eu os lancei. Recebo e-mails de meninos que nem sonhavam em nascer quando saiu A Droga da Obediência. O Brasil tem mudado muito. Até o fim da ditadura militar, o país nunca tinha olhado para a educação. Só depois da redemocratização houve um esforço para a literatura ser adotada nas escolas. Hoje as crianças leem mais do que seus pais e seus avós. Tenho certeza de que o Ziraldo, a Ruth Rocha e eu criamos leitores por anos, que hoje são adultos responsáveis pelo estabelecimento de um mercado de livros no Brasil. O fenômeno da chick lit brasileira, por exemplo, é resultado disso. Quem está lendo esse tipo de obra se formou leitor com os nossos livros.

Estamos observando um boom da literatura infantojuvenil. Na sua opinião, a que podemos atribuir esse sucesso? O Brasil é um pouco diferente do mundo. A Europa viveu uma revolução alfabetizadora e editorial já no século XVI, coisa que demoramos a ver por aqui. Acho que o boom acontece principalmente no Brasil, porque o mercado está se abrindo para a literatura infantojuvenil.

O que acha de autores juvenis que estão em alta, como Thalita Rebouças e Paula Pimenta? O senhor acompanha os lançamentos do filão? Li alguma coisa, sim. A Thalita é minha amiga, é muito séria, trabalhadora, corajosa. Ela abraçou a ideia de que a literatura não tem pernas e de que você tem que andar por ela pelo país afora. Ela não faz propaganda só dos livros dela, mas sim divulga o ato de ler. Tenho muito orgulho dessas pessoas, que já vêm com uma proposta de literatura diferente da nossa, os veteranos. Não é a que precisa ser dada pela mão da professora, mas aquela independente, escolhida pelos leitores. Nós produzimos mercado, elas estão fazendo a literatura.

Muitos dos seus livros são vendidos para programas do governo. Essa venda ainda é o melhor negócio para autores infantojuvenis brasileiros? Quando eu comecei, meus livros eram vendidos somente para as escolas, você tinha que conquistar a simpatia da professora para que ela adotasse a obra. Se ela gostasse, você vendia quarenta livros de uma só vez, coisa que jamais aconteceria em uma livraria. A venda dos infantojuvenis ainda está atrelada às escolas, sim, mas isso vem mudando nos últimos anos. O exemplo da Thalita Rebouças é bom, pois mostra que os leitores estão comprando o que querem.

Comentários
Deixe um comentário

Olá, ( log out )

* A Abril não detém qualquer responsabilidade sobre os comentários postados abaixo, sendo certo que tais comentários não representam a opinião da Abril. Referidos comentários são de integral e exclusiva responsabilidade dos usuários que escreveram os respectivos comentários.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

  1. edine silva

    o brasil pricisa de voces voces e educadoro

    Curtir