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É tudo história

Para a longevidade estar mais perto de nós

Falta sub

Por Renato Blogueiro - Atualizado em 19 mar 2020, 17h45 - Publicado em 5 mar 2020, 15h21

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Quero viver muito. E bem. Aposto que você também quer. É o que desejamos: viver até os 100 anos (quem sabe mais?), com saúde, lucidez, realizando sonhos, felizes e com bom humor, sendo ativos profissionalmente. A expectativa de vida aumentou e estamos de fato vivendo mais.

Neste cenário, como podemos trabalhar para viver melhor?

O segredo de envelhecer bem parece óbvio. Mas muitas vezes esquecemos que o óbvio ululante às vezes passa despercebido e nem nos damos conta. Quantas vezes você se distraiu para cumprir rotinas como simplesmente caminhar 30 minutos, ou se alimentar melhor, sendo mais consciente no seu cardápio diário?

Sou uma mulher que chegou bem aos 65 anos. Superei a obesidade aos 40. Criei uma disciplina alimentar e mergulhei no desafio do condicionamento físico. Essa experiência me transformou. Compartilhá-la e ajudar outras pessoas a vencer este desafio virou missão de vida.

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Há 25 anos, mudei meu destino. Prorroguei a minha expectativa de vida. A longevidade é uma construção que depende muito dos nossos hábitos e da nossa decisão de abraçar uma vida longa bem antes de chegarmos à maturidade.

Em 2019, consegui completar a pé 500 quilômetros do Caminho de Santiago. Foi uma emoção chegar ao final da jornada, com a sensação de ter cumprido muito mais do que um roteiro de viagem. Foi um desafio superado na flor dos 65. A sensação de superação e de domínio do corpo e da alma foi única.

É o tipo de coisa que muda a nossa perspectiva de tempo. Você começa a perceber que o caminho que liga presente e futuro pode ser mais curto. Com a consciência de que devemos ter uma vida saudável e qualificada, o caminho da longevidade torna-se mais fácil de ser percorrido. Carrego a crença de que ser velho ou ser jovem é muito mais uma decisão do que um fato. Isso depende do seu olhar para a vida, sua energia, seu vigor, seu otimismo.

Recentemente, o articulista Celso Ming escreveu em sua coluna no jornal O Estado de S. Paulo o artigo “Velhice adiada”, lembrando que há um ano a Itália decidiu que, antes dos 75 anos de idade, ninguém pode carregar a carteirinha de idoso. A Sociedade Italiana de Gerontologia e Geriatria atestou que uma pessoa de 65 anos tem a forma física e cognitiva de um adulto de 45 anos há três décadas. E os que tem 75 têm as mesmas condições de quem tinha 55 nos anos 80.
De fato, isso prova que estamos nos alimentando melhor, a medicina avançou, os hábitos saudáveis impactam na disposição de gente mais velha.

O frescor da juventude se expande quando você é amigo do tempo. Ser aliado do tempo significa fazer alguns pactos com ele. Para o nosso relógio biológico funcionar bem e ultrapassar fases, não podemos nos descuidar de sua manutenção constante. O desafio é provar para nós mesmos que, se nos cuidarmos com disciplina, há muita juventude e esperança no coração de qualquer idade.

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