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Por que alguns aiatolás têm turbante branco e outros, preto?

  No Islamismo xiita, que prevalece tanto na população do Irã quanto do Iraque, os religiosos que são considerados descendentes de Maomé são chamados de seyed e devem usar um turbante preto. O aiatolá Ali Khamenei, guia supremo do país, é um deles. A indumentária negra lhe foi particularmente importante após a morte de Ruhollah Khomeini, também um seyed, […]

Por da Redação - Atualizado em 6 dez 2016, 12h55 - Publicado em 15 jun 2016, 14h58
Clérigos iranianos em reunão da Assembleia dos Especialistas em Teerã, em março de 2013 (Crédito: AFP/ATTA KENARE).

Clérigos iranianos em reunião da Assembleia dos Especialistas em Teerã, em março de 2013 (Crédito: AFP/ATTA KENARE).

 

No Islamismo xiita, que prevalece tanto na população do Irã quanto do Iraque, os religiosos que são considerados descendentes de Maomé são chamados de seyed e devem usar um turbante preto.

O aiatolá Ali Khamenei, guia supremo do país, é um deles. A indumentária negra lhe foi particularmente importante após a morte de Ruhollah Khomeini, também um seyed, em 1989. Nessa época, Khamenei estava ainda um nível abaixo do de aiatolá, hojjatoleslam. Como os que comandavam o país queriam um seyed no poder, ele foi promovido rapidamente a aiatolá e, logo em seguida, a grande aiatolá.

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Os clérigos que não são descendentes de Maomé devem usar o turbante branco. “Na tradição xiita de dar muita importância à relação entre laços sanguíneos e poder legítimo, é difícil, pelo menos para alguns, aceitar que alguém que não seja seyed se torne guia supremo”, escreveu Hooman Majd, no livro The Ayatollah begs to differ (Anchor Books).

 

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A divisão entre xiitas e sunitas surgiu no século VII, quando houve uma disputa na linha sucessória de Maomé para liderar a comunidade islâmica. Os que defenderam que o nome do novo governante deveria ser escolhido em uma reunião, respeitando a Suna, a “tradição do profeta”, passaram a ser chamados de sunitas.

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Os xiitas são os que deram mais relevância aos laços de parentesco. Eles queriam passar a liderança para Ali, o primo de Maomé que tinha se casado com sua filha Fátima (não que esse último atributo significasse muito em uma sociedade que aceita a poligamia). O termo xiita vem de “seguidores de Ali”, ou “shi’atu Ali”. Essa prioridade que se dá ao parentesco continua marcante no xiismo até hoje. É só reparar nos turbantes.

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